segunda-feira, 12 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
EMPREENDEDORISMO - PREPARANDO-SE PARA ABRIR UM NEGÓCIO
Para abrir um pequeno negócio, é importante começar preparando um bom plano de negócio (business plan). A falta desse plano tem sido uma das principais causas de insucessos de novas empresas. Antes, porém, de elaborar seu plano de negócio, você deve pesquisar e procurar responder às seguintes perguntas:
· Que nicho do mercado seu negócio ocupará?
· Que serviços ou produtos você pretende vender?
· Seu negócio é factível? Existe demanda para esses serviços ou produtos? Se não existe, você poderá criar essa demanda?
· Quem serão seus competidores?
· Quais serão as vantagens de seu negócio sobre as empresas já existentes no mercado? Você poderá prestar serviços de melhor qualidade?
· Onde você vai abrir o seu negócio?
· Sua rede de contatos é eficiente?
Após essa pesquisa, se estiver convencido de que sua idéia pode tornar-se realidade, responda, então, às seguintes questões:
· Que habilidade e experiência você trará ao negócio?
· Qual será sua estrutura legal, ou seja, que tipo de empresa você pretende abrir?
· Você e seus funcionários entendem do produto e do processo de vendas? Tem buscado alguma preparação?
· Como serão mantidos os documentos de sua empresa?
· Sua empresa necessitará de algum tipo de seguro?
· Você necessitará de equipamentos ou fornecedores? De que tipo?
· Como você será remunerado?
· Quais são seus recursos?
· Você precisará de algum tipo de financiamento?
· Onde se localizará seu negócio?
· Qual será o nome de seu negócio?
· Você tem um plano de marketing?
· Que relação pretende estabelecer com seus funcionários e clientes?
Isso ainda não é tudo. Se sua intenção é iniciar seu negócio em casa, é importante considerar também os seguintes aspectos:
· Sua casa dispõe de espaço suficiente (preferivelmente separado) para seu negócio?
· Você poderá conduzir seu negócio eficientemente em casa?
· Sua casa não é muito isolada? Você poderá lidar com esse isolamento?
As respostas a essas perguntas o ajudarão a criar um plano de negócios, que deverá indicar detalhadamente como seu negócio será conduzido, administrado e financiado. Algumas perguntas poderão ser respondidas por você mesmo. Outras dependerão de pesquisa junto a fontes de informação que lhe permitam planejar corretamente seu negócio.
· Que nicho do mercado seu negócio ocupará?
· Que serviços ou produtos você pretende vender?
· Seu negócio é factível? Existe demanda para esses serviços ou produtos? Se não existe, você poderá criar essa demanda?
· Quem serão seus competidores?
· Quais serão as vantagens de seu negócio sobre as empresas já existentes no mercado? Você poderá prestar serviços de melhor qualidade?
· Onde você vai abrir o seu negócio?
· Sua rede de contatos é eficiente?
Após essa pesquisa, se estiver convencido de que sua idéia pode tornar-se realidade, responda, então, às seguintes questões:
· Que habilidade e experiência você trará ao negócio?
· Qual será sua estrutura legal, ou seja, que tipo de empresa você pretende abrir?
· Você e seus funcionários entendem do produto e do processo de vendas? Tem buscado alguma preparação?
· Como serão mantidos os documentos de sua empresa?
· Sua empresa necessitará de algum tipo de seguro?
· Você necessitará de equipamentos ou fornecedores? De que tipo?
· Como você será remunerado?
· Quais são seus recursos?
· Você precisará de algum tipo de financiamento?
· Onde se localizará seu negócio?
· Qual será o nome de seu negócio?
· Você tem um plano de marketing?
· Que relação pretende estabelecer com seus funcionários e clientes?
Isso ainda não é tudo. Se sua intenção é iniciar seu negócio em casa, é importante considerar também os seguintes aspectos:
· Sua casa dispõe de espaço suficiente (preferivelmente separado) para seu negócio?
· Você poderá conduzir seu negócio eficientemente em casa?
· Sua casa não é muito isolada? Você poderá lidar com esse isolamento?
As respostas a essas perguntas o ajudarão a criar um plano de negócios, que deverá indicar detalhadamente como seu negócio será conduzido, administrado e financiado. Algumas perguntas poderão ser respondidas por você mesmo. Outras dependerão de pesquisa junto a fontes de informação que lhe permitam planejar corretamente seu negócio.
ESTREANDO NA PROFISSÃO - OS DESAFIOS DE PLANEJAR UMA CARREIRA
A escolha de uma profissão é, talvez, uma das decisões mais importantes na vida de uma pessoa. Em nossa sociedade somos valorizados socialmente pela atividade que exercemos, e nossa identidade pessoal está muito ligada ao que fazemos profissionalmente. Quando se conhece uma pessoa, por exemplo, logo se quer saber com o que ela trabalha, pois assim poderá ter uma idéia do seu estilo de vida, dos seus gostos e suas habilidades.
A escolha de uma profissão e o subseqüente ingresso no curso universitário é um dos meios para realizar um projeto de futuro pessoal e profissional. No entanto, esse processo de escolhas não terminou, muitas escolhas, agora dentro de profissão irão ocorrer. Momento este que se inicia já com as escolhas dos estágios, quando se está mais próximo do término do curso, sobre qual área de atuação se especializar entre outras escolhas. Para alguns será um momento tranqüilo, sem muitas dúvidas, mas para outros estudantes será de intensos questionamentos e incertezas, interferindo no seu planejamento de inserção profissional.
Ao escolher uma profissão e/ou áreas de atuação profissional, não somos totalmente livres, pois sofremos muitas influências advindas do ambiente familiar, social, econômico, dos amigos, da universidade, da mídia, do status, como também não somos totalmente submissos diante da escolha a ponto de fazermos o que os outros querem, sem pensar se gostaríamos de exercer tal profissão ou ocupação. Não somente as influências que sofremos, sejam elas positivas ou negativas, que interferem nas escolhas profissionais e pessoais, mas também e, principalmente, o pouco conhecimento de si próprio.
Para que sejam realizadas as escolhas durante a trajetória profissional de maneira mais tranqüila e segura, o primeiro passo é à busca de conhecimento de si próprio, isto é, ter clareza das habilidades, gostos, interesses, aptidões e preferências pessoais e profissionais, assim como perceber e trabalhar as influências familiares e sociais. Outro passo muito importante é a informação profissional, ou seja, obter mais conhecimento das áreas de atuação das profissões e do mundo do trabalho, suas exigências e necessidades, através de leitura nas diferentes áreas, de conversas com profissionais e professores, de visitas aos diferentes locais de atuação, pela Internet, pela mídia entre outros meios, buscando compreender as mudanças no mercado de trabalho em termos gerais e específicos da área. Além disso, outro passo é se organizar e fazer um planejamento de carreira que atenda a 4 perguntas básicas: o quê quer? porquê quer? Como alcançar? e onde buscar? Seja este plano de metas ou objetivos a curto, médio e longo prazo, o qual será mutável, pois nossos interesses variam com o passar do tempo e das experiências. Salienta-se a importância de planos secundários e da constante autoavaliação e autoconhecimento. Esses são alguns passos que auxiliarão a fazer escolhas profissionais ao longo da vida.
Fazer escolhas dentro do âmbito profissional requer um processo de tomada de consciência de si mesmo e da possibilidade de fazer um projeto imaginando-se cumprir um papel social e ocupacional. Para tanto é importante que a pessoa diferencie o seu projeto pessoal e sua identidade própria, dos desejos dos outros que direta e indiretamente influem em sua escolha profissional. Ao mesmo tempo, a escolha deve ser feita levando-se em conta as condições e oportunidades educativas e de trabalho, que atendam aos anseios e desejos pessoais, ao processo de construção de independência financeira, ao alcance do status de adulto, com autonomia para tomar as decisões pessoais e profissionais e participar ativamente na sociedade por meio do trabalho.
Pensar e conciliar tudo isso para fazer uma escolha é um processo que leva tempo e requer muito investimento de cada um. Na vida adulta, a inserção no mundo concreto do trabalho aparece como seqüência lógica de uma vida ‘adaptada’ e ‘normal’ e como atributo de valor em uma sociedade pautada pelo fator produtivo. Os diferentes espaços de trabalho oferecidos, vão se constituir em oportunidades diferenciadas para a aquisição de atributos qualificativos da identidade de trabalhador.
A identidade profissional é constante construída por meio da ação no contexto sociocultural no qual vivemos e das escolhas profissionais que realizamos. Nela estão atuantes as variáveis do contexto, que são de ordem objetiva: o quando, onde, com quê, como desempenhar um papel produtivo na sociedade.
Diante dessa questão Lisboa (1995), que investigou em sua dissertação o compromisso social no projeto profissional de adolescentes, coloca que projeto profissional e construção da identidade são fatores indissociáveis, pois:
(...) identidade profissional é um componente fundamental da identidade pessoal, como totalidade; igualmente projeto profissional é central no projeto de vida. A identidade é a articulação temporal do passado (história de vida) e do futuro (projeto de vida). (p. 30).
Isto significa que todo projeto, através da identificação de um futuro desejado e dos meios próprios para fazê-lo realidade, se dá num certo horizonte temporal, no interior do qual ele evolui. Mas o projeto não se termina no ambiente onde sua evolução é previsível. Ele diz respeito primeiramente ao autor, que se dá uma perspectiva de um futuro que ele espera. Boutinet (1990) define então projeto como uma antecipação operatória, individual ou grupal, de um futuro desejado.
A visão destemida do futuro é o primeiro passo na construção do projeto de vida. Quando o desejo, o querer-ser, passar pela razão, se transformará num projeto de vida, ou seja, num sonho com degraus, num trajeto com etapas, que devem ser vencidas para se atingir o fim almejado. Para que tal desejo seja alcançado, é preciso que o sujeito conheça a si próprio e se diferencie dos outros. É justamente nessa esfera, que o sujeito supera suas particularidades das relações afetivas e do projeto profissional, se abrindo para o desenvolvimento social.
A transição da universidade para o mercado de trabalho é uma das trajetórias centrais para os jovens no caminho da construção da vida adulta. Sarriera e Verdin (1996) consideram o período de transição escola-trabalho crítico para o desenvolvimento da juventude, porque certas implicações - como a perda da condição de aluno e do apoio da escola, a perda da influência da família, pela necessidade de o indivíduo construir uma identidade própria, a falta do status de trabalhador e do apoio da empresa - podem produzir sentimentos de impotência, de insegurança, de apatia e de desorganização, e, por conseguinte, de adoecimento, de comportamentos anti-sociais ou de fuga da realidade, caso o jovem não esteja preparado e apoiado para a aquisição do status de cidadão ativo e produtivo.
Nesse processo de transição de saída da universidade para a inserção profissional, alguns estudantes por medo e receio de encarar esse mundo postergam sua saída, permanecendo na universidade mais tempo no curso ou até mesmo continuando através de pós-graduação, outros porém já se encontram inseridos no mundo do trabalho antes de concluir o curso, mas a maioria conclui no prazo médio determinado por cada curso. Pensar em sair da universidade e planejar uma carreira, requer um processo de elaboração de luto e da preparação de alguns elementos que venham contribuir para esse processo.
Dentre esses elementos, está o plano de carreira, a elaboração do currículo (anexo dicas para sua elaboração), as estratégias de marketing pessoal e de networking, a preparação para o empreendedorismo, o intra-empreendedorismo e a empregabilidade. Esses são alguns dos importantes elementos que o jovem precisa organizar e preparar para inserir-se no mercado de trabalho, além de levar em conta os passos anteriormente mencionados para realizar escolhas profissionais. Brevemente abordarei alguns desses elementos.
Por que é importante planejar sua carreira profissional? A maioria das pessoas tem um projeto de vida, mas precisam se conscientizar de que carreira e sucesso são coisas planejadas que exigem estratégia, reflexão, conscientização, comprometimento e perseverança.
Para planejar a carreira é preciso ter um foco – o que quero fazer; o que devo fazer para alcançar esse foco; como posso fazer para continuar crescendo profissionalmente. São questionamentos importantes, onde muitos profissionais não têm clareza e se perdem no foco.
Atualmente, o gerenciamento da carreira de um profissional não é mais obrigação da empresa - é um processo de autoconsciência, autoconhecimento e gestão de prioridades de cada um – o autogerenciamento. Alguns profissionais são excelentes na hora de aplicar suas habilidades na empresa, mas se esquecem de investir esse conhecimento em seu próprio projeto de vida, adiando ações importantes, como o cultivo de sua rede de relacionamentos, além disso deixam de fazer cursos e buscar informações que aprimorem suas habilidades e competências profissionais.
O reconhecimento de competências e habilidades é fundamental para diferenciar e situar um indivíduo no contexto social em que vive e determina, em grande parte, a maneira como ele estará posicionado para o sucesso profissional e pessoal. Não basta somente reconhecer as competências e habilidades é preciso definir estratégias para atrair e desenvolver contatos e relacionamentos interessantes do ponto de vista pessoal e profissional, bem como para dar visibilidade a características, habilidades e competências relevantes na perspectiva da aceitação e do reconhecimento por parte de outros.
Isto é Marketing Pessoal, ou seja, “vender” a própria imagem, no intuito de manter sua posição no emprego que têm ou conquistar uma nova posição no mercado de trabalho, utilizando técnicas adequadas e atuais, que sejam esclarecidas, competitivas e levem, de fato, ao sucesso desejado. Essas técnicas incluem sua formação profissional, experiência, boa apresentação de seu currículo até sua forma de vestir, de falar, sua postura, sua entrevista com o selecionador, seu comportamento pessoal.
O marketing pessoal tem como elementos fundamentais:
- A qualidade do posicionamento emocional para com os outros;
- A comunicação interpessoal;
- A montagem de uma rede relacionamentos;
- O correto posicionamento da imagem;
- A prática de ações de apoio, ajuda e incentivo para com os demais.
Quando bem praticado, o marketing pessoal é uma ferramenta extremamente eficaz para o alcance do sucesso social e profissional. Como você está se preparando e fazendo seu marketing pessoal?
Para fazer um bom marketing pessoal é necessário criar uma rede de relações pessoais e profissionais – Networking. Fazer amigos no mundo dos negócios está se tornando uma necessidade perante as constantes mutações no mercado de trabalho. Essa rede funciona como fonte de informação e de atualização sobre tendências e mercados, mantendo-o atualizado perante as necessidades de empregabilidade. A montagem dessa rede leva tempo e paciência e seu cultivo requer simpatia, clareza e honestidade.
Referente a empregabilidade, quer dizer a capacidade de ser empregável, de gerar trabalho, de trabalhar e ganhar. É necessário para ser empregável, ter conhecimentos específicos, mas também ampliar esses conhecimentos para diversas áreas e desenvolver múltiplas habilidades. Algumas empresas investem nos funcionários para que tenham condições de ter trabalho quando deixarem a organização, mas esta questão fica mais na responsabilidade da própria pessoa de autogerenciar seu futuro profissional. Segundo Minarelli (1995) a empregabilidade sustenta-se por 6 pilares: a adequação vocacional; a competência profissional (marketing pessoal); a idoneidade; a saúde física e mental; a reserva financeira e fontes alternativas e os relacionamentos (networking), os quais funcionam em conjunto e precisam de constantemente reflexão, autoavaliação e atualização.
Pensar na empregabilidade é pensar também no intra-empreendedorismo[1], ou seja, como as pessoas, dentro de uma organização, assumem a responsabilidade direta de transformar uma idéia ou projeto em produto lucrativo. Empreendedor é aquele que inicia algo novo, desenvolve e realiza idéias, através da criatividade e da imaginação. Seja esta pessoa intra-empreendedora ou empreendedora (que transforma as idéias em algo de valor de modo independente, ou seja, que abre seu próprio negócio), precisa desenvolver algumas características como a autoavaliação, a autocrítica e o controle do comportamento em busca do autodesenvolvimento, além das habilidades em 3 áreas: técnica, gerencial e características pessoais.
O marketing pessoal, da empresa, o networking, o autoconhecimento, o desenvolvimento de habilidades e da criatividade, a criação de um plano de negócios, bem como a avaliação para iniciar um plano e a capacidade de negociar e apresentar uma idéia, são alguns dos caminhos necessários para quem quer ser empreendedor (em anexo estão algumas questões para auxiliar na abertura de um negócio).
Resumidamente foram expostos alguns itens fundamentais para pensar sobre essa estréia na profissão, que já se inicia por meio de ensaios com os estágios curriculares e não curriculares, os quais auxiliam no autoconhecimento, na projeção profissional e a conhecer qual a realidade do mercado de trablaho dentro da profissão. É de extrema importância que a universidade se preocupe em capacitar com conhecimentos teóricos e práticos, mas também de preparar os alunos e debater as estratégias de inserção profissional, para que tenhamos profissionais mais seguros e menos frustrados ao se deparar com a realidade fora na universidade.
Segundo Sanchis (1997) e Gazo-Figuera (1996) a universidade deve assumir um papel de apoio ao estudante para facilitar a inserção no mercado de trabalho. É preciso adotar uma política educacional, com a criação de uma estrutura de informação sobre a dinâmica do mercado de trabalho que sirva de referência e de fundamentação para as decisões institucionais e os projetos profissionais dos estudantes. No âmbito da orientação universitária, desenvolver programas de orientação e de intervenção, durante a fase de transição ao mercado de trabalho, que sigam as seguintes recomendações: (a) aplicação em contextos próximos do aluno; (b) treinamento em habilidades de tomada de decisão e busca de emprego; (c) desmistificação de percepções e de conceitos que reforcem a conduta passiva frente ao mercado de trabalho; (d) construção de programas de desenvolvimento pessoal para estudantes com problemáticas específicas; (e) integração a uma política de emprego que facilite a atuação em nível microcontextual. A UFSC tem buscado adotar alguns desses pontos tais como, grupos de re-orientação profissional (REO), grupos de orientação financeira (PROFIN), a disciplina PSI5910 – Orientação e Planejamento de Carreira e outras atividades que buscam orientar e garantir ao estudante uma passagem mais amena para a vida adulta, fazendo com que consiga ultrapassar com maior apoio social os obstáculos referentes ao período de transição universidade-mercado de trabalho.
Vale salientar que não depende somente da universidade, mas também é interesse e esforço individual, pois não existem receitas prontas, universais, que sirvam como roteiro para a tomada de decisões profissionais.
REFEREÑCIAS
BOUTINET, Jean-Pierre. Anthropologie du Projet. PUF: Paris, 1990.
GAZO-FIGUERA, P. La Inserción del Universitario en el Mercado de Trabajo. Barcelona: EUB, 1996.
LISBOA, Marilu D. Orientação Vocacional/Ocupacional: Projeto profissional e Compromisso com o Eixo Social. Dissertação de mestrado não-publicada, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1995.
MINARELLI, J. A. Empregabilidade: como ter trabalho e remuneração sempre. São Paulo: Gente, 1995.
SANCHIS, E. Da Escola ao Desemprego. Rio de Janeiro: Agir, 1997.
SARRIERA, J. C.; VERDIN, R. Os Jovens à Procura do Trabalho: uma Análise Qualitativa. Revista PSICO, Porto Alegre, v. 27, n. 1, pp. 59-70, 1996.
[1] Este termo surgiu na década de 80 pelo consultor em administração Gifford Pinchot.
A escolha de uma profissão e o subseqüente ingresso no curso universitário é um dos meios para realizar um projeto de futuro pessoal e profissional. No entanto, esse processo de escolhas não terminou, muitas escolhas, agora dentro de profissão irão ocorrer. Momento este que se inicia já com as escolhas dos estágios, quando se está mais próximo do término do curso, sobre qual área de atuação se especializar entre outras escolhas. Para alguns será um momento tranqüilo, sem muitas dúvidas, mas para outros estudantes será de intensos questionamentos e incertezas, interferindo no seu planejamento de inserção profissional.
Ao escolher uma profissão e/ou áreas de atuação profissional, não somos totalmente livres, pois sofremos muitas influências advindas do ambiente familiar, social, econômico, dos amigos, da universidade, da mídia, do status, como também não somos totalmente submissos diante da escolha a ponto de fazermos o que os outros querem, sem pensar se gostaríamos de exercer tal profissão ou ocupação. Não somente as influências que sofremos, sejam elas positivas ou negativas, que interferem nas escolhas profissionais e pessoais, mas também e, principalmente, o pouco conhecimento de si próprio.
Para que sejam realizadas as escolhas durante a trajetória profissional de maneira mais tranqüila e segura, o primeiro passo é à busca de conhecimento de si próprio, isto é, ter clareza das habilidades, gostos, interesses, aptidões e preferências pessoais e profissionais, assim como perceber e trabalhar as influências familiares e sociais. Outro passo muito importante é a informação profissional, ou seja, obter mais conhecimento das áreas de atuação das profissões e do mundo do trabalho, suas exigências e necessidades, através de leitura nas diferentes áreas, de conversas com profissionais e professores, de visitas aos diferentes locais de atuação, pela Internet, pela mídia entre outros meios, buscando compreender as mudanças no mercado de trabalho em termos gerais e específicos da área. Além disso, outro passo é se organizar e fazer um planejamento de carreira que atenda a 4 perguntas básicas: o quê quer? porquê quer? Como alcançar? e onde buscar? Seja este plano de metas ou objetivos a curto, médio e longo prazo, o qual será mutável, pois nossos interesses variam com o passar do tempo e das experiências. Salienta-se a importância de planos secundários e da constante autoavaliação e autoconhecimento. Esses são alguns passos que auxiliarão a fazer escolhas profissionais ao longo da vida.
Fazer escolhas dentro do âmbito profissional requer um processo de tomada de consciência de si mesmo e da possibilidade de fazer um projeto imaginando-se cumprir um papel social e ocupacional. Para tanto é importante que a pessoa diferencie o seu projeto pessoal e sua identidade própria, dos desejos dos outros que direta e indiretamente influem em sua escolha profissional. Ao mesmo tempo, a escolha deve ser feita levando-se em conta as condições e oportunidades educativas e de trabalho, que atendam aos anseios e desejos pessoais, ao processo de construção de independência financeira, ao alcance do status de adulto, com autonomia para tomar as decisões pessoais e profissionais e participar ativamente na sociedade por meio do trabalho.
Pensar e conciliar tudo isso para fazer uma escolha é um processo que leva tempo e requer muito investimento de cada um. Na vida adulta, a inserção no mundo concreto do trabalho aparece como seqüência lógica de uma vida ‘adaptada’ e ‘normal’ e como atributo de valor em uma sociedade pautada pelo fator produtivo. Os diferentes espaços de trabalho oferecidos, vão se constituir em oportunidades diferenciadas para a aquisição de atributos qualificativos da identidade de trabalhador.
A identidade profissional é constante construída por meio da ação no contexto sociocultural no qual vivemos e das escolhas profissionais que realizamos. Nela estão atuantes as variáveis do contexto, que são de ordem objetiva: o quando, onde, com quê, como desempenhar um papel produtivo na sociedade.
Diante dessa questão Lisboa (1995), que investigou em sua dissertação o compromisso social no projeto profissional de adolescentes, coloca que projeto profissional e construção da identidade são fatores indissociáveis, pois:
(...) identidade profissional é um componente fundamental da identidade pessoal, como totalidade; igualmente projeto profissional é central no projeto de vida. A identidade é a articulação temporal do passado (história de vida) e do futuro (projeto de vida). (p. 30).
Isto significa que todo projeto, através da identificação de um futuro desejado e dos meios próprios para fazê-lo realidade, se dá num certo horizonte temporal, no interior do qual ele evolui. Mas o projeto não se termina no ambiente onde sua evolução é previsível. Ele diz respeito primeiramente ao autor, que se dá uma perspectiva de um futuro que ele espera. Boutinet (1990) define então projeto como uma antecipação operatória, individual ou grupal, de um futuro desejado.
A visão destemida do futuro é o primeiro passo na construção do projeto de vida. Quando o desejo, o querer-ser, passar pela razão, se transformará num projeto de vida, ou seja, num sonho com degraus, num trajeto com etapas, que devem ser vencidas para se atingir o fim almejado. Para que tal desejo seja alcançado, é preciso que o sujeito conheça a si próprio e se diferencie dos outros. É justamente nessa esfera, que o sujeito supera suas particularidades das relações afetivas e do projeto profissional, se abrindo para o desenvolvimento social.
A transição da universidade para o mercado de trabalho é uma das trajetórias centrais para os jovens no caminho da construção da vida adulta. Sarriera e Verdin (1996) consideram o período de transição escola-trabalho crítico para o desenvolvimento da juventude, porque certas implicações - como a perda da condição de aluno e do apoio da escola, a perda da influência da família, pela necessidade de o indivíduo construir uma identidade própria, a falta do status de trabalhador e do apoio da empresa - podem produzir sentimentos de impotência, de insegurança, de apatia e de desorganização, e, por conseguinte, de adoecimento, de comportamentos anti-sociais ou de fuga da realidade, caso o jovem não esteja preparado e apoiado para a aquisição do status de cidadão ativo e produtivo.
Nesse processo de transição de saída da universidade para a inserção profissional, alguns estudantes por medo e receio de encarar esse mundo postergam sua saída, permanecendo na universidade mais tempo no curso ou até mesmo continuando através de pós-graduação, outros porém já se encontram inseridos no mundo do trabalho antes de concluir o curso, mas a maioria conclui no prazo médio determinado por cada curso. Pensar em sair da universidade e planejar uma carreira, requer um processo de elaboração de luto e da preparação de alguns elementos que venham contribuir para esse processo.
Dentre esses elementos, está o plano de carreira, a elaboração do currículo (anexo dicas para sua elaboração), as estratégias de marketing pessoal e de networking, a preparação para o empreendedorismo, o intra-empreendedorismo e a empregabilidade. Esses são alguns dos importantes elementos que o jovem precisa organizar e preparar para inserir-se no mercado de trabalho, além de levar em conta os passos anteriormente mencionados para realizar escolhas profissionais. Brevemente abordarei alguns desses elementos.
Por que é importante planejar sua carreira profissional? A maioria das pessoas tem um projeto de vida, mas precisam se conscientizar de que carreira e sucesso são coisas planejadas que exigem estratégia, reflexão, conscientização, comprometimento e perseverança.
Para planejar a carreira é preciso ter um foco – o que quero fazer; o que devo fazer para alcançar esse foco; como posso fazer para continuar crescendo profissionalmente. São questionamentos importantes, onde muitos profissionais não têm clareza e se perdem no foco.
Atualmente, o gerenciamento da carreira de um profissional não é mais obrigação da empresa - é um processo de autoconsciência, autoconhecimento e gestão de prioridades de cada um – o autogerenciamento. Alguns profissionais são excelentes na hora de aplicar suas habilidades na empresa, mas se esquecem de investir esse conhecimento em seu próprio projeto de vida, adiando ações importantes, como o cultivo de sua rede de relacionamentos, além disso deixam de fazer cursos e buscar informações que aprimorem suas habilidades e competências profissionais.
O reconhecimento de competências e habilidades é fundamental para diferenciar e situar um indivíduo no contexto social em que vive e determina, em grande parte, a maneira como ele estará posicionado para o sucesso profissional e pessoal. Não basta somente reconhecer as competências e habilidades é preciso definir estratégias para atrair e desenvolver contatos e relacionamentos interessantes do ponto de vista pessoal e profissional, bem como para dar visibilidade a características, habilidades e competências relevantes na perspectiva da aceitação e do reconhecimento por parte de outros.
Isto é Marketing Pessoal, ou seja, “vender” a própria imagem, no intuito de manter sua posição no emprego que têm ou conquistar uma nova posição no mercado de trabalho, utilizando técnicas adequadas e atuais, que sejam esclarecidas, competitivas e levem, de fato, ao sucesso desejado. Essas técnicas incluem sua formação profissional, experiência, boa apresentação de seu currículo até sua forma de vestir, de falar, sua postura, sua entrevista com o selecionador, seu comportamento pessoal.
O marketing pessoal tem como elementos fundamentais:
- A qualidade do posicionamento emocional para com os outros;
- A comunicação interpessoal;
- A montagem de uma rede relacionamentos;
- O correto posicionamento da imagem;
- A prática de ações de apoio, ajuda e incentivo para com os demais.
Quando bem praticado, o marketing pessoal é uma ferramenta extremamente eficaz para o alcance do sucesso social e profissional. Como você está se preparando e fazendo seu marketing pessoal?
Para fazer um bom marketing pessoal é necessário criar uma rede de relações pessoais e profissionais – Networking. Fazer amigos no mundo dos negócios está se tornando uma necessidade perante as constantes mutações no mercado de trabalho. Essa rede funciona como fonte de informação e de atualização sobre tendências e mercados, mantendo-o atualizado perante as necessidades de empregabilidade. A montagem dessa rede leva tempo e paciência e seu cultivo requer simpatia, clareza e honestidade.
Referente a empregabilidade, quer dizer a capacidade de ser empregável, de gerar trabalho, de trabalhar e ganhar. É necessário para ser empregável, ter conhecimentos específicos, mas também ampliar esses conhecimentos para diversas áreas e desenvolver múltiplas habilidades. Algumas empresas investem nos funcionários para que tenham condições de ter trabalho quando deixarem a organização, mas esta questão fica mais na responsabilidade da própria pessoa de autogerenciar seu futuro profissional. Segundo Minarelli (1995) a empregabilidade sustenta-se por 6 pilares: a adequação vocacional; a competência profissional (marketing pessoal); a idoneidade; a saúde física e mental; a reserva financeira e fontes alternativas e os relacionamentos (networking), os quais funcionam em conjunto e precisam de constantemente reflexão, autoavaliação e atualização.
Pensar na empregabilidade é pensar também no intra-empreendedorismo[1], ou seja, como as pessoas, dentro de uma organização, assumem a responsabilidade direta de transformar uma idéia ou projeto em produto lucrativo. Empreendedor é aquele que inicia algo novo, desenvolve e realiza idéias, através da criatividade e da imaginação. Seja esta pessoa intra-empreendedora ou empreendedora (que transforma as idéias em algo de valor de modo independente, ou seja, que abre seu próprio negócio), precisa desenvolver algumas características como a autoavaliação, a autocrítica e o controle do comportamento em busca do autodesenvolvimento, além das habilidades em 3 áreas: técnica, gerencial e características pessoais.
O marketing pessoal, da empresa, o networking, o autoconhecimento, o desenvolvimento de habilidades e da criatividade, a criação de um plano de negócios, bem como a avaliação para iniciar um plano e a capacidade de negociar e apresentar uma idéia, são alguns dos caminhos necessários para quem quer ser empreendedor (em anexo estão algumas questões para auxiliar na abertura de um negócio).
Resumidamente foram expostos alguns itens fundamentais para pensar sobre essa estréia na profissão, que já se inicia por meio de ensaios com os estágios curriculares e não curriculares, os quais auxiliam no autoconhecimento, na projeção profissional e a conhecer qual a realidade do mercado de trablaho dentro da profissão. É de extrema importância que a universidade se preocupe em capacitar com conhecimentos teóricos e práticos, mas também de preparar os alunos e debater as estratégias de inserção profissional, para que tenhamos profissionais mais seguros e menos frustrados ao se deparar com a realidade fora na universidade.
Segundo Sanchis (1997) e Gazo-Figuera (1996) a universidade deve assumir um papel de apoio ao estudante para facilitar a inserção no mercado de trabalho. É preciso adotar uma política educacional, com a criação de uma estrutura de informação sobre a dinâmica do mercado de trabalho que sirva de referência e de fundamentação para as decisões institucionais e os projetos profissionais dos estudantes. No âmbito da orientação universitária, desenvolver programas de orientação e de intervenção, durante a fase de transição ao mercado de trabalho, que sigam as seguintes recomendações: (a) aplicação em contextos próximos do aluno; (b) treinamento em habilidades de tomada de decisão e busca de emprego; (c) desmistificação de percepções e de conceitos que reforcem a conduta passiva frente ao mercado de trabalho; (d) construção de programas de desenvolvimento pessoal para estudantes com problemáticas específicas; (e) integração a uma política de emprego que facilite a atuação em nível microcontextual. A UFSC tem buscado adotar alguns desses pontos tais como, grupos de re-orientação profissional (REO), grupos de orientação financeira (PROFIN), a disciplina PSI5910 – Orientação e Planejamento de Carreira e outras atividades que buscam orientar e garantir ao estudante uma passagem mais amena para a vida adulta, fazendo com que consiga ultrapassar com maior apoio social os obstáculos referentes ao período de transição universidade-mercado de trabalho.
Vale salientar que não depende somente da universidade, mas também é interesse e esforço individual, pois não existem receitas prontas, universais, que sirvam como roteiro para a tomada de decisões profissionais.
REFEREÑCIAS
BOUTINET, Jean-Pierre. Anthropologie du Projet. PUF: Paris, 1990.
GAZO-FIGUERA, P. La Inserción del Universitario en el Mercado de Trabajo. Barcelona: EUB, 1996.
LISBOA, Marilu D. Orientação Vocacional/Ocupacional: Projeto profissional e Compromisso com o Eixo Social. Dissertação de mestrado não-publicada, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1995.
MINARELLI, J. A. Empregabilidade: como ter trabalho e remuneração sempre. São Paulo: Gente, 1995.
SANCHIS, E. Da Escola ao Desemprego. Rio de Janeiro: Agir, 1997.
SARRIERA, J. C.; VERDIN, R. Os Jovens à Procura do Trabalho: uma Análise Qualitativa. Revista PSICO, Porto Alegre, v. 27, n. 1, pp. 59-70, 1996.
[1] Este termo surgiu na década de 80 pelo consultor em administração Gifford Pinchot.
sábado, 1 de agosto de 2009
DISCIPLINA PSI 5910 – Orientação e Planejamento de Carreira
Horas/aula semanais: 02 horas/aula
Horários: Terças-feiras (16:20hs e às 18:30hs); Quartas-feiras (16:20hs) e Quintas-feiras (16:20hs; 18:30hs e às 20:20hs)
Local: SAPSI - UFSC
Professora: Msc Cláudia Basso E-mail: claudiabassopsi@hotmail.com
EMENTA
Orientação e planejamento de carreira. Escolha e projeto de futuro profissional. Mercado de trabalho. Empregabilidade e capacitação profissional.
OBJETIVOS
- Favorecer aos alunos a reflexão sobre a identidade profissional, suas inclinações, competências e valores individuais.
- Refletir sobre as transformações que estão ocorrendo no mundo do trabalho, reconhecendo as exigências e possíveis influências do contexto social na vida pessoal e profissional do trabalhador.
- Auxiliar quanto à inserção e preparação para o mercado de trabalho – elaboração do currículo profissional e/ou acadêmico, carta de apresentação, portifólio, networking, seleção e capacitação profissional.
- Proporcionar a reflexão sobre o projeto de futuro e o planejamento da carreira enquanto meio de organização e preparação para a inserção no mercado de trabalho.
Horários: Terças-feiras (16:20hs e às 18:30hs); Quartas-feiras (16:20hs) e Quintas-feiras (16:20hs; 18:30hs e às 20:20hs)
Local: SAPSI - UFSC
Professora: Msc Cláudia Basso E-mail: claudiabassopsi@hotmail.com
EMENTA
Orientação e planejamento de carreira. Escolha e projeto de futuro profissional. Mercado de trabalho. Empregabilidade e capacitação profissional.
OBJETIVOS
- Favorecer aos alunos a reflexão sobre a identidade profissional, suas inclinações, competências e valores individuais.
- Refletir sobre as transformações que estão ocorrendo no mundo do trabalho, reconhecendo as exigências e possíveis influências do contexto social na vida pessoal e profissional do trabalhador.
- Auxiliar quanto à inserção e preparação para o mercado de trabalho – elaboração do currículo profissional e/ou acadêmico, carta de apresentação, portifólio, networking, seleção e capacitação profissional.
- Proporcionar a reflexão sobre o projeto de futuro e o planejamento da carreira enquanto meio de organização e preparação para a inserção no mercado de trabalho.
DICAS PARA ELABORAÇÃO DO CURRÍCULO VITAE
O Curriculum Vitae é visto como um cartão de visita pela grande maioria das empresas e pode fazer a diferença entre um convite para uma entrevista ou seleção para um emprego ou futura oportunidade de trabalho.
Portanto é através do curriculum vitae que o futuro candidato ao emprego, pode provocar o interesse das empresas relatando claramente suas qualificações, experiências e conhecimentos e interesses pela oportunidade de trabalho a qual se candidata a partir do envio de seu CV.
Normalmente o CV deve apresentar os seguintes conteúdos:
1.Dados pessoais: nome, idade, estado civil, endereço, telefone, telefone para recados, e-mail (não há necessidade de incluir números de documentos oficiais, nem referências bancárias, nem foto pessoal).
Portanto é através do curriculum vitae que o futuro candidato ao emprego, pode provocar o interesse das empresas relatando claramente suas qualificações, experiências e conhecimentos e interesses pela oportunidade de trabalho a qual se candidata a partir do envio de seu CV.
Normalmente o CV deve apresentar os seguintes conteúdos:
1.Dados pessoais: nome, idade, estado civil, endereço, telefone, telefone para recados, e-mail (não há necessidade de incluir números de documentos oficiais, nem referências bancárias, nem foto pessoal).
2.Objetivos pretendidos: posição desejada e cargo pretendido ou ainda pode relacionar a área de seu interesse.
3.Formação escolar: envolvendo toda a escolaridade, cursos de graduação, pós-graduação,cursos de especialização ou qualificações além de cursos sobre idiomas, bem como o nível de domínio deste idioma.O diploma mais alto é o mais importante (deve indicar a instituição e a data de conclusão do curso). Eventualmente pode fazer referência ao seu percurso no ensino secundário, embora não seja muito relevante, para a maioria das empresas, dependendo do curso secundário este pode vir a ser um diferencial a mais em seu CV. Cursos adicionais são mencionados na medida em que dizem respeito ao posto para o qual se candidata.
4.Experiência profissional: incluir empresas onde trabalhou, com um breve perfil sobre o porte da organização, ramo de atividade e principais resultados obtidos.Citar períodos envolvidos, cargos ocupados e principais atividades ou projetos desenvolvidos.
5.Habilidades e qualificações profissionais: desenvolver um breve perfil que caracterize os principais pontos fortes do candidato as suas principais realizações profissionais e interesses.
Cuidados na elaboração e observações importantes sobre o CV:
1. Organização : O CV deve ser bem organizado para tal divida o seu CV em seções claras (por ex. dados pessoais, formação, experiência profissional, observações etc.) As seções podem ser alteradas livremente é imprescindível que esteja mais legível possível se necessário coloque espaços em branco para separar as seções.
2. Ordem: É interessante manter uma ordem cronológica, capaz de demonstrar a evolução do candidato ao longo de sua carreira acadêmica e profissional.
3. Objetividade:A característica fundamental do CV é que o deve ser redigido de forma simples e objetiva, concisa e sintética utilize uma linguagem breve e direta. Utilize um tamanho reduzido, no máximo o seu CV deve ocupar duas folhas. Para executivos jovens, uma página é suficiente. Executivos com mais tempo de carreira podem se estender mais e nestes casos, se o currículo for muito breve, parece que ele realizou pouca coisa. Use frases curtas e evite adjetivos. Deixe margens largas e não use letras muito pequenas, lembre-se de que a maioria dos recrutadores tem mais de 40 anos e já não enxerga tão bem.
4. Impressão: Deve ser bem impresso em folha A4 ou em papel carta comum, porém deve ter uma excelente impressão visual, não utilize letras pequenas e tome o máximo cuidado com erros de impressão ou de linguagem.
5. Cada CV a ser enviado deve ser uma impressão original evite cópias, tenha cuidado com a estética de seu CV. Recorra a softwares de editoração eletrônica e impressoras a laser para produzir um currículo bonito. Inicie as frases com verbos de ação, como construí, reduzi, administrei, organizei etc.
6. Qualificações: O CV deve permitir dar uma idéia geral a respeito do candidato,de maneira clara e honesta, evite ostentação exagerada, não omita dados de suas qualificações que podem ser importantes ao processo seletivo. Realce os aspectos positivos e as informações relevantes ,ou seja aquelas informações que aumentem as possibilidades de obter uma entrevista. Molde o seu CV ao emprego para o qual se candidata, pesquise a empresa, conheça bem o perfil da vaga antes de elaborar seu CV.
7. Português: Erros de ortografia, gramática e digitação causam péssima impressão. Peça ajuda a quem conhece bem as regras do português para revisar o texto.
Vários exemplos de CV podem servir de modelos alternativos para ajudar o candidato a elaborar o seu, na verdade a escolha deve se ajustar aos seus objetivos e deve estar dentro do perfil de candidato que as empresas buscam. Muitas empresas mantém sites de captura de CV e adotam modelos padrão de CV, para facilitar os processos seletivos.
Os tipos de currículos
Há três modelos básicos, o currículo cronológico, o currículo funcional e o cronológico-funcional. Quando usar cada um deles.
* Cronológico: apresenta as experiências profissionais na ordem cronológica inversa (as mais recentes primeiro) e permite expressar os resultados que alcançou em cada emprego. É a mais apreciada pelos entrevistadores, porque dá uma visão geral do crescimento na carreira.
* Funcional: destaca funções e não os empregadores. É o melhor modelo para quem mudou de emprego com freqüência, teve outras carreiras ou experiências curtas pois permite que essas informações, que não ajudam a conseguir o cargo pretendido, sejam pouco enfatizadas. Só no final se apresenta a relação cronológica dos empregadores.
* Cronológico-Funcional: associa a ordem cronológica inversa dos empregadores com os cargos, realçando a experiência. É o modelo mais forte e comunicativo. É o mais adequado para quem teve uma carreira sólida e estável, e bastante experiência.
Como lidar com os pontos fracos
É possível minimizar suas fraquezas no currículo e, assim, aumentar as chances de ser chamado para uma entrevista. E, se você causar boa impressão no contato pessoal, os pontos fracos podem não fazer tanta diferença. Minimizar os defeitos é uma coisa, mentir é outra. Jamais inclua informações falsas, pois isso destrói sua credibilidade. Se você foi promovido várias vezes, é importante enfatizar isso. Itens de sua carreira que não colaboram com suas ambições devem ser pouco enfatizados ou postos de lado. Não conte o porquê de ter deixado os empregos anteriores. Isso é assunto para a entrevista. Seguem algumas dicas:
- Ponto fraco: seus últimos empregos tiveram curta duração, depois de um longo período de estabilidade, ou não estavam relacionados com o cargo que você busca agora.
- Solução: escreva o currículo na ordem cronológica, em vez da ordem cronológica inversa. Elimine empregos mais antigos. Assim, o primeiro emprego a aparecer será aquele que você quer mostrar ou aquele em que ficou mais tempo. Ou use o currículo funcional.
- Ponto fraco: há grandes períodos de desemprego em seu currículo.
- Solução: não inclua datas exatas de entrada ou de saída dos empregos. Mencione somente os anos. Mas esteja preparado para explicar o que aconteceu na hora da entrevista.
- Ponto fraco: você freqüentou uma universidade, mas não concluiu o curso.
- Solução: nunca minta sobre suas qualificações. Mas você pode amenizar o ponto fraco dizendo que "estudou administração de empresas", embora não tenha se graduado. Descreva suas qualificações educacionais no final, não no início do currículo.
-Ponto fraco: você tem mais de 45 anos.
- Solução: não mencione a idade nem os anos que freqüentou a universidade e elimine empregos antigos sem relevância, para parecer mais jovem.
- Ponto fraco: você mora numa cidade, mas quer se mudar para outra.
- Solução: empregadores hesitam em chamar candidatos de outras cidades. Providencie uma caixa postal ou um telefone de recados na cidade em que pretende trabalhar.
Este modelo deve servir como orientação básica aos alunos)
MODELO DE CURRICULUM VITAE ( No máximo 2 páginas)
1.INFORMAÇÃO PESSOAL
Nome
Endereço
Telefone
Correio eletrônico
Data e local de nascimento
2. OBJETIVO ( Indique sua pretensão em relação à empresa, ou sua área de interesse.)
3.FORMAÇÃO ACADÊMICA E PROFISSIONAL (Comece indicando a experiência profissional mais recente citar principalmente cursos pertinentes a área pretendida)
• Datas (de – até)
• Nome e tipo da organização de ensino ou formação
• Principais disciplinas/competências profissionais adquiridas
4..CONHECIMENTO EM LÍNGUAS e CONHECIMENTO EM INFORMÁTICA
(Indique o nível de conhecimento em línguas básico, intermediário ou avançado e indique o conhecimentos em informática mais aplicáveis a sua área de conhecimento)
5. EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL (Comece indicando a experiência profissional mais recente)
• Datas (de – até)
• Nome do empregador
• Tipo de empresa ou setor
• Função ou cargo ocupado
• Principais atividades realizadas
6.APTIDÕES E COMPETÊNCIAS
Adquiridas ao longo da vida ou da carreira, mas não necessariamente abrangidas por certificados e diplomas formais. Descreva suas competências e o contexto em que foram adquiridas.
Ex.:Conviver e trabalhar com outras pessoas, em meios multiculturais, em funções onde a comunicação é importante e situações onde o trabalho em equipe é essencial (por exemplo, a nível cultural e desportivo), etc. [ Coordenação e gestão de pessoas, projetos, orçamentos; no trabalho, em trabalho voluntário (por exemplo, a nível cultural e desportivo) .
http://noticias.uol.com.br/empregos/ultnot/ult880u1708.jhtm
Maria Sara de Lima Dias
Raquel Guedes Pimentel
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