quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A Psicologia e o mercado de trabalho

Antes de falar sobre mercado de trabalho, é importante esclarecer os conceitos de trabalho e emprego.


Trabalho é toda e qualquer atividade que tem uma finalidade e exige tempo. De acordo com Codo (2006), trabalho é um processo de dupla transformação, onde o homem e a natureza se transformam e através desta produzem sentido. A ação se transforma em trabalho quando tem significado, possibilitando ou não prazer na atividade executada.

Já o emprego é o estabelecimento de um vínculo formal, informal ou contratual entre empregador e empregado, é a troca de trabalho por remuneração.

A nossa escolha profissional é que nos remeterá a uma inserção no mercado de trabalho. Ao meu ver, o curso de graduação em Psicologia da UNISUL prepara os acadêmicos para algumas atuações, através de experiências em estágios obrigatórios, mas ao final do curso, o que acredito ser o momento mais importante, devemos optar pela área da saúde ou do trabalho, não podendo optar por uma pequena experiência em cada área de atuação. Acho esse momento muito confuso, pois ainda não tivemos nenhuma experiência em relação a estas duas áreas, somente uma pequena base teórica. Além disso, temos experiência na área clinica, independente da escolha.

Na minha graduação, sabemos que os Psicólogos recém formados, que decidem pela área do trabalho e buscam emprego ou contrato na área organizacional, exercendo atividades como recrutamento, seleção e treinamento, entre outros, são os profissionais que se sucedem de forma mais rápida e segura na profissão. E aqueles que fazem a sua escolha pela área clinica, normalmente já procuram concluir junto com a graduação ou logo após uma abordagem para que assim possam começar a atender na clínica. Percebe-se que esses alunos, normalmente são aqueles com mais experiência de vida, com outras profissões e/ou graduações. Alguns são empreendedores e empregadores e outros têm planejamento de abrir o seu próprio negócio, buscando uma autonomia e horários flexíveis, muitas vezes com o intuito de conciliar sua vida profissional à pessoal. Em relação a área da saúde, nada se ouve, o que já era de se esperar, pois sabemos que esta inserção é normalmente por concurso público.

Sabemos que o mercado de trabalho nos dias atuais está cada vez mais escasso, exigente e a concorrência está cada vez mais acirrada. Isto acontece, porque o mercado encontra-se em constante transformação. Se formos pensar por um lado, não deixa de ser algo válido no que refere a qualidade dos trabalhadores, mas por outro, vemos que está cada vez mais difícil conquistar o mercado, pois além de apresentar um curso superior ou técnico, a cobrança é ainda maior, como, cursos de formação, pós-graduação, especialização, mestrado e doutorado.

Para nos tornarmos empregáveis, devemos continuar buscando formas de nos aperfeiçoar e assim nos diferenciar dos outros profissionais, pois se ficarmos estagnados na graduação, um concorrente que possui as qualificações exigidas pelo empregador preenche a vaga por você almejada. Portanto devemos estar o tempo todo em movimento, atualizados e qualificados. Esta é a lei da concorrência.

                                                                                               Aluna: Franciele Alves

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